Como Tratar o Alcoolismo

Tendo seu consumo liberado para maiores de idade, o álcool também vicia e pode provocar várias doenças.
Por isso, muitos o chamam de droga lícita, ou seja, droga que não é proibida por lei.
Entre as doenças causadas pelo uso excessivo de álcool estão a cirrose e o câncer de fígado.
Uma pessoa com cirrose, que continua a beber, pode morrer.
Por ser liberada, a bebida muitas vezes não é associada às drogas, ao vício.
Mas essa idéia tem mudado com a percepção de que o perigo da dependência não está só nas drogas proibidas.
Atuando diretamente no sistema nervoso central, o álcool provoca uma sensação de desinibção.
É nesse estágio que muitas pessoas se sentem encorajadas a dizer o que não diriam sóbrias, a fazer o que não fariam, e o álcool acaba sendo uma forma de realizar essas ações.
Mas, com a desinibição vêm outros efeitos, como queda da pressão sangüínea, mudança na forma de raciocínio e no julgamento das coisas, sensação de anestesia, náusea, vômito, dor de cabeça.
O álcool também deixa as pessoas mais agressivas, o que explica o grande número de brigas e mortes violentas que envolvem pessoas que beberam.
Outra reação, a lentidão dos reflexos, é uma das responsáveis pelos acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados.
Essa associação, bebida com direção, é uma das maiores causas de acidentes de trânsito.
Além da cirrose e do câncer, o álcool pode trazer outras conseqüências para o organismo, como gastrite, úlcera, ataque cardíaco, hipertensão, derrame cerebral, perda de memória e depressão.
Essa sensação de depressão acaba produzindo mudanças emocionais e comportamentais na pessoa.
A bebida pode provocar, ainda, impotência e esterilidade.
O álcool é bastante perigoso também para quem toma algum tipo de medicamento.
Combinados, podem causar reações surpreendentes, potencializando o efeito do remédio, deixando a pessoa agitada, aumentando o risco dos efeitos colaterais.
O alcoolismo é uma doença e deve ser tratado como tal.
Pelo fato do hábito de beber ser bem aceito na sociedade, geralmente fica difícil distinguir entre a pessoa que bebe socialmente do alcoólatra.
Uma das formas de diferenciar é levando em consideração que o alcoólatra é a pessoa que não consegue mais decidir quando começar e parar de beber.
Ele não pode mais escolher entre tomar ou não mais uma dose.
Ele precisa beber.
Como todo vício, vai tomando conta da vida da pessoa e logo ela começa a perder dinheiro, gastando tudo na bebida.
Não é fácil parar porque em toda esquina tem um bar, há bebida em todo lugar: no supermercado, na quitanda, na lanchonete.
Famílias inteiras são destruídas pelo alcoolismo.
O alcoólatra costuma ficar violento, causando danos irreparáveis para o estado psicológico dos filhos e de todos que convivem com ele.
Estatísticas demonstram que a maioria dos casos de violência doméstica e abuso contra crianças é provocada pelo alcoolismo.
Os estudiosos acreditam que o fator hereditariedade é muito forte. Isso não quer dizer que porque o pai é alcoólatra todos os filhos serão.
Mas se há casos de alcoolismo na família, se os pais ou avós são alcoólatras, é bom ficar alerta e usar o álcool com moderação, porque há uma predisposição genética para a doença.
Quem tem em casa ou na família alguém vivenciando esse drama deve buscar ajuda.
A família deve ser firme e não ficar protegendo o doente.
Ele precisa entender que o álcool é seu inimigo e o está destruindo.
Um trabalho que tem dado excelentes resultados é a ação do Alcoólatras Anônimos conhecido por AA.
Seu principal lema é “Evite o primeiro gole”, porque os números demonstram que o alcoólatra que vence o vício e passa a beber social- mente com o tempo acaba retornando.
Os bons resultados do AA acontecem porque, além de realizar a terapia em grupo, ele oferece uma alternativa para o alcoólatra, amigos que entendem o drama que ele vive, já passaram pelo estágio de abstinência, do desespero, o medo de não conseguir superar.
Assim, sentindo a união do grupo, acolhido, o doente sente que há esperança para ele e vida fora do vício.









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