A Pílula do dia seguinte

Os jovens brasileiros estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo, e muitos deles não se preocupam com prevenção, seja de uma doença sexualmente transmissível(DST) ou uma gravidez. Com isso a pílula pós- coital  vem sendo utilizada de forma errada e com muita freqüência, substituindo a pílula anticoncepcional. A pílula só deve ser usada em casos de emergências, pois possui altas doses de hormônios e o uso contínuo pode levar a sérias conseqüências para a mulher.

A Pílula do dia seguinte é uma pílula anticoncepcional  com altas doses de hormônios(estrogênio e progestogênio) capaz de evitar uma gravidez. É usada quando ocorrem relações sexuais sem o uso de preservativos,  rompimento da camisinha, esquecimento do uso da pílula anticoncepcional, deslocamento do diafragma ou em casos de estupro.

Existem dois tipos da pílula pós-coital, uma é composta de apenas um comprimido  e o outro são dois comprimidos(um logo após a relação e o outro  depois de 12 horas). Devem ser tomados em até 72 horas depois da relação, quanto maior for a demora menos eficaz será a pílula.

A pílula impede que ocorra a gravidez, dificultando a fecundação, caso seja tomado antes da fecundação, se já houver fecundado  impede a implantação do ovo no útero, caso já tenha sido implantado e a gravidez iniciada a pílula não terá efeito. Caso ocorra vômitos ou diarréia nas duas primeiras horas após a ingestão da pílula,deve-se repetir a dose.

Os efeitos mais comuns são náuseas( já que se  trata de altas doses de hormônios é necessário que tome o remédio após as refeições), alteração no ciclo menstrual, dores de cabeça e sensibilidade nos seios.

A pílula, se usada freqüentemente oferece riscos ao aparelho reprodutor feminino, pode causar câncer no útero e de mama e dificultar uma futura gravidez. A pílula do dia seguinte impede que a mulher fique grávida e não impede  que ela  contraia doenças sexualmente transmissíveis. É importante o uso da camisinha.