Cuidados necessários com Portadores de Deficiência Física

Uma queda de grande impacto, ou uma pancada forte no peito, pode provocar uma fratura nas costelas. Este tipo de traumatismo provoca uma dor aguda no tórax cada vez que a vítima tosse ou respira profundamente.

Quando a fratura é simples, a vítima pode ser levada de carro para o hospital, de preferência no banco de trás.

Mas a fratura poderá ser séria quando:

  • A vítima não estiver conseguindo respirar direito e parecer estar sufocando.
  • De sua boca escoar um sangue espumoso.
  • A vítima ficar agitada e sentir sede.

Se a vítima apresentar qualquer um desses sintomas, chame uma ambulância imediatamente.

Como reconhecer uma fratura simples

  • Nas vítimas de fratura simples, a área em torno do trauma fica bastante sensível. Ela acaba inchando. A dor aumenta quando a pessoa se mexe, e até a respiração e a tosse incomodam. As vezes ouve-se também o barulho dos ossos quebrados.
  • A vítima não deverá passar mal nem apresentar dificuldade respiratória (mesmo tendo que respirar superficialmente para evitar a dor).
  • Trate a costela fraturada, botando o braço do lado atingido em uma tipóia. A seguir, leve a vítima para o pronto-socorro do hospital mais próximo.
  • Dez por cento da população brasileira são portadores de deficiência física. E eles estão sujeitos a emergências como qualquer outra pessoa.
  • No entanto, pertencem a uma categoria de pessoas que requerem cuidados especiais.

Medidas de caráter geral para todos os portadores de deficiência:

  • Informar ao portador de deficiência que um desastre está ocorrendo ou prestes a ocorrer.
  • As pessoas portadoras de deficiência podem demorar mais tempo para se preparar para enfrentar uma ameaça, por isso devem ser instruídas a ter sempre à mão uma bolsa com os itens mais essenciais para o caso de ter de abandonar sua casa se houver um incêndio, por exemplo.
  • Todos os portadores de deficiência devem receber instruções quanto a técnicas de sobrevivência, no caso de seus acompanhantes ficarem incapacitados de socorrê-los. As instruções devem incluir: como se proteger de fumaças e gases, o que fazer se roupas e objetos se incendiarem, como respirar quando há pouco oxigênio disponível, como sobreviver se soterrado por destroços ou objetos pesados.
  • Ter sempre por perto um estojo de primeiros socorros.
  • Devem ser informadas da localização de itens como caixa de fusíveis, disjuntor, chave do gás e registro de água. Devem ser treinadas no uso de extintor de incêndio e terá mão meios de iluminação de emergência como fósforos, velas ou lanterna.
  • Todo portador de deficiência deve portar cartão de identificação contendo nome completo, endereço, descrição da deficiência, pessoa para contato, nome e telefone do médico e medicamentos que esteja usando.

Medidas específicas para pessoas com dificuldade de locomoção:

Os casos mais graves são aqueles que têm que permanecer acamados. Para estes, é necessário ter uma cadeira de rodas que permita que eles sejam removidos, ou saiam sozinhos, para outro local. Para os portadores de paraplegia, que já usam cadeira de rodas para se locomover, os acessos às saídas de emergência têm que ser facilitados, com rampas e corrimões que auxiliem sua movimentação em caso de emergência.

Para os portadores de paraplegia, que já usam cadeira de rodas para se locomover, os acessos às saídas de emergência têm que ser facilitados, com rampas e corrimões que auxiliem sua movimentação em caso de emergência.

Medidas específicas para portadores de deficiência visual:

  • Pessoas cegas ou com grande deficiência visual podem vir a depender totalmente de parentes ou vizinhos quando houver a necessidade de uma saída em caso de emergência.
  • Todas as instruções de emergência devem ser distribuídas para eles em Brailie.
  • Para os que não sabem ler em Braille, as instruções devem ser lidas e comentadas em detalhe, sendo periodicamente relembradas.
  • Os deficientes visuais devem ser treinados para percorrer um caminho padrão, de modo a poderem achá-lo mesmo sob grande tensão emocional.
  • Ter uma bengala sempre à mão, em caso de os objetos da casa com os quais o portador de deficiência está acostumado terem sido revirados ou estarem em desordem.
  • Medidas específicas para os portadores de deficiência auditiva:
  • As pessoas da família, os amigos e os vizinhos devem estar preparados para se comunicar com gestos, bilhetes ou por outros meios os avisos de perigo.
  • Para facilitar o trabalho do pessoal de socorro, os portadores de deficiência auditiva podem usar um sinal qualquer que os identifique como tais.
  • Medidas específicas para os portadores de deficiência da fala:
  • As pessoas com dificuldade de comunicação terão que arranjar meios de informar ao pessoal do socorro quanto às suas necessidades. O tradicional uso de lápis e papel é a melhor solução. Estas pessoas devem ser instruídas para usar bilhetes em seus pedidos de auxílio e mostra-los a qualquer um que possa ajudá-las ou, pelo menos, encaminhá-las aos socorristas profissionais.

Medidas específicas para portadores de deficiência mental:

Pessoas com problemas mentais podem perder o controle quando em uma situação de crise e ficar muito nervosas. Antes de tentar removê-las do local de perigo, acalme-as para facilitar o trabalho de locomoção.