O leite Materno e os Dentes do Bebê

O aleitamento natural sempre foi caracterizado como uma função biológica de quase todas as mulheres. Após a década de 40, houve um declínio na prática da amamentação e atualmente as mulheres que amamentam não o fazem por necessidade e sim por opção. Este novo comportamento acarretou inúmeros prejuízos não só para a mãe como também para os filhos. As causas do desmame precoce está ligada a mudanças sociais, tipo de vida, urbanização, industrialização etc. O aleitamento natural exclusivo no Brasil é raro, sendo que apenas 6% das crianças são amamentadas até os 2 meses de idade (J. Pediatr. 1994).     Vários estudos tem comprovado o valor da amamentação, como por exemplo: 1) Efeito benéfico sobre o crescimento e desenvolvimento da criança; 2) Melhorar o desenvolvimento neurológico; 3) Melhorar o sistema imunológico; 4) Repercute no desenvolvimento emocional e na inter-relação mãe/filho. 5) Com relação a mãe, promove involução uterina, proteção contra anemia, menor incidência de câncer de mama e de ovário. Através da sucção a criança desenvolve: _ Correta respiração nasal; _ Perfeita evolução das funções de mastigação e deglutição; _ Estimulação do vedamento labial; _ Promoção do crescimento do osso mandibular, havendo assim um aumento do espaço oral e um equilíbrio da morfologia dentária; _ Saciação do prazer de sugar, aspecto importante no desenvolvimento emocional, evitando assim o aparecimento de futuros hábitos inadequados com a sucção do polegar e/ ou chupeta; _ Perfeita estimulação motora oral propiciando o bom desenvolvimento da fala. Finalmente, desde o nascimento da criança devemos buscar sempre a prevenção dos distúrbios ligados ao desenvolvimento infantil, diminuindo as chances de colocação dos aparelhos ortodônticos.