Síndrome do Pânico

Síndrome do pânico, tecnicamente chamada de transtorno do pânico, é uma crise de ansiedade aguda e intensa caracterizada por medo e desespero, podendo durar de 15 a 30 minutos. Os seus sintomas são semelhantes aos da ansiedade, com a diferença de que na síndrome do pânico os sintomas surgem de forma abrupta e inesperada.

Sintomas de Síndrome do Pânico

Os sintomas da síndrome do pânico aparecem de forma repentina e inesperada, independentemente do lugar ou da situação, atingindo o pico entre os 5 e 10 minutos após o início da crise que pode durar até meia hora. São eles:

  • Respiração ofegante;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Falta de ar;
  • Boca seca;
  • Tonturas;
  • Náuseas;
  • Suor frio;
  • Tremedeira;
  • Mal-estar e desconforto no peito;
  • Medo de morrer ou enlouquecer;
  • Desmaios ou vômitos.

A rapidez e a forma como os sintomas se instalam, associadas ao aumento dos batimentos cardíacos, faz o indivíduo acreditar que vai morrer de infarto e o pânico se instala.

Após uma crise de ataque de pânico a pessoa sente muito sono e cansaço. Isso porque o corpo fez um exercício físico e mental intenso durante a crise, gastando muita energia.

Causas e Diagnóstico da Síndrome do Pânico

São vários os fatores que podem causar e desencadear a síndrome do pânico, embora a maioria das pessoas tenha a primeira crise sem um motivo aparente. Os jovens são os mais afetados pela doença que é 3 vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens.

Um acontecimento traumático ou que tenha gerado muito estresse pode despoletar a primeira crise. Situações de desafio onde seja difícil controlar e dominar o ambiente como estar no meio de uma multidão, num ônibus lotado, no engarrafamento, lugares fechados, fobias, acidentes, também favorecem os ataques de pânico.

 TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e o hipertireoidismo também podem desencadear crises muito semelhantes à síndrome do pânico. O uso em excesso de medicamentos como corticóides e anfetaminas podem provocar crises de pânico em pessoas propensas, bem como o uso de drogas como cocaína, ecstasy e maconha.

Afastadas as possibilidades de que o ataque de pânico seja secundário a outras doenças e causas, o seu diagnóstico é relativamente simples, dado que os sintomas são muito claros.

Tratamento da Síndrome do Pânico

O tratamento mais eficaz para a síndrome do pânico é a combinação de medicamentos com terapia comportamental.

A depressão está associada ao transtorno do pânico em 60% dos casos, tornando o uso de antidepressivo obrigatório nessas situações.

É difícil curar totalmente a síndrome do pânico, sendo que em 80% dos casos as pessoas voltam a ter crises.